Arquivo de julho, 2002

The Gates Of Ixtlan

Posted in Discografia Participações on 28/07/2002 by Fabio Zaganin

Blezqi Zatsas – The Tide Turns [2002]

composição de S.Pinheiro/J.Carvalho/F.Zaganin/F.Ribeiro

Ouça: http://www.barulholab.com.br/destaque/140?quicktabs_5=1


Jornal da Tarde – Entrevista com FZ

Posted in Entrevistas on 28/07/2002 by Fabio Zaganin

Aos 50, baixo elétrico toca mais alto!

por Felipe Machado [Entrevista na íntegra]
Entrevista para o Jornal Da Tarde / Ano 37  número 11. 661 / SP Variedades
Domingo, 28 de julho de 2002

O contrabaixo elétrico, inventado por Leo Fender em 1951 usado numa gravação apenas um ano depois faz 50 anos. Para comemorar, o JT joga um holofote em cima desse instrumento tão importante, geralmente relegado a segundo plano. A palavra, agora, fica com os tímidos baixistas.

Jornal da Tarde: Porquê você começou a tocar baixo?

Fabio Zaganin: No começo fui atraído pela bateria, depois notei que o que me fascinava no som dela era o bumbo por ser grave, daí para o contrabaixo foi questão de prestar mais atenção nos instrumentos e notar qual era o mais grave.

JT: Qual a função do baixo na música?

FZ: Ao meu ver o contrabaixo faz ligação entre a Harmonia, Melodia e Rítmica, ele é responsável por manter a música junta. Na maioria das vezes as pessoas nem notam ou sabem o que é um contrabaixo, pensam que é uma guitarra de quatro cordas, mas sua função é essencial para que justamente os outros instrumentos se sobressaiam.

JT: Quando começou a tocar baixo e quais suas influências?

FZ: Comecei ouvindo Rock com 15 anos e o faço até hoje, passei a conhecer baixistas extraordinários como Chris Squire (Yes), John Paul Jones (Led Zeppelin), Glenn Hughes (Deep Purple) e Geezer Butler (Black Sabbath), logo em seguida tive a honra de me deparar com os baixistas brasileiros, dos quais me influenciam muito. Músicos como Nico Assumpção, Arismar Do Espírito Santo, Celso Pixinga e Arthur Maia vão tocar sempre no meu cd player.

JT: Como sobreviver de música, e como sobreviver com o baixo?

FZ: Realmente é muito difícil sobreviver em uma profissão na qual não temos incentivos, ajuda e divulgação. Trabalho como professor no meu programa de aulas intitulado Estudos de Contrabaixo e na EM&T (Escola de Música e Tecnologia), estou iniciando minha carreira solo, trabalho para produtoras de propaganda na gravação e criação de jingles e trilhas, acompanho André Christovam (um dos percursores do Blues no Brasil), além de freelancer, já em outros países um músico pode optar por uma dessas áreas e se tornar um especialista no assunto.

JT: Algum conselho para quem está iniciando?

FZ: Musicalmente: constância, disciplina e estudo. Porque nada vai substituir os 99% de suor, trabalhe para ser um músico capaz. Pessoalmente:  a frase é “Você tem de matar um leão por dia” e não deixe de tocar, estudar e trabalhar pelo prazer da música.